Descarte incorreto de máscaras de proteção ao coronavírus

Máscaras descartáveis protegem contra o Coronavírus, mas não são recicláveis. O descarte incorreto pode gerar contaminação pela doença e, ainda, causar danos ao meio ambiente

Todos nós já sabemos da importância e necessidade de lavarmos bem as mãos, utilizar sempre álcool em gel, evitar todo tipo de aglomeração e, sempre que sairmos de casa, usarmos máscaras de tecido ou descartáveis. Estes cuidados básicos e que se tornaram rotineiros para nós têm nos protegidos do contato direto com o vírus nos últimos meses.

Mas, como será que a maioria está realizando o destino final das máscaras descartáveis utilizadas? A destinação incorreta deste EPI (equipamento de proteção individual) também compromete a nossa saúde e o meio ambiente.

Você sabia que as máscaras descartáveis depois de utilizadas permanecem com material biológico que pode estar contaminado? E este material biológico pode contaminar outras pessoas! Além disso, as máscaras descartáveis NÃO SÃO RECICLÁVEIS. Por isso, elas precisam ter um descarte adequado, para que não causem impacto direto a nós e ao meio ambiente.

E, assim como a pandemia, o problema do descarte incorreto também é global.

Uma máscara descartável, dependendo da sua composição, pode demorar até 450 anos para se decompor. Parece exagero, mas os impactos ambientais diretamente relacionados com o descarte inadequado das máscaras descartáveis já estão ocorrendo.

Em sete meses de pandemia, já temos muitos relatos de máscaras encontradas nos oceanos, nos rios, nas ruas dos centros urbanos, em terrenos baldios e etc. Se existe uma tendência global para banir plásticos como canudos, entre outros, porque não se preocupar também com as máscaras? Assim como a prevenção da COVID-19, também é nossa responsabilidade socioambiental cuidar do descarte correto das máscaras

Minimizando os efeitos das máscaras descartáveis no meio ambiente

A melhor maneira de ajudar o meio ambiente nesse contexto é utilizar máscaras de tecido, que são laváveis e reutilizáveis. Dessa forma, você diminui o impacto no meio ambiente, pois vai diminuir a quantidade de mascaras descartáveis em circulação, e ainda pode contribuir socialmente com a renda de algum vizinho, conhecido ou alguém da sua cidade que ficou desempregado e agora tem encontrado seu sustento na produção de máscaras de tecido

Caso você precise realmente utilizar a máscara descartável, quando for jogá-la fora, descarte como REJEITO e não como material reciclável, pois ela NÃO É RECICLÁVEL

Confira, agora, esse vídeo da OMS sobre o uso correto das máscaras de proteção contra o coronavirus:

A tristeza de ver nosso Pantanal em chamas

As queimadas continuam devastando o Pantanal. Segundo o Inpe, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, foram registrados 15.477 pontos de incêndio até o dia 15 de setembro de 2020 — maior taxa já registrada na história do monitoramento da região.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso, já foram devastados 1.732.000 hectares do Pantanal no estado. Já no último balanço do Mato Grosso do Sul, em 04 de setembro, a área atingida foi de 1.110.000

No total, são 2.832.000 hectares do bioma queimados. Esse número corresponde a 18,66% do Pantanal que, segundo o IBGE, ocupa 15.169.200 hectares — ou seja, 1,78% do território nacional.

O que essa área representa? Quando comparado com o estádio do Maracanã, por exemplo, seriam necessários mais de 3 milhões de arenas para cobrir a região que foi queimada no Pantanal.

A região queimada completa é maior do que a área do estado do Sergipe, por exemplo, que tem 2.191.000 hectares. A área danificada do Pantanal também é maior do que os 2.776.800 hectares que demarcam o estado do Alagoas

Muitos animais estão sofrendo com essa queimada absurda!!! Dá pena ver as imagens deles sofrendo e perdendo seu habitat natural. Cenas que comovem as pessoas no Brasil e ao redor do mundo

 

 

 

 

 

 

 

 

Virada Sustentável 2020

 

Teve início nesta quarta, 16 de setembro, em São Paulo, a décima edição da Virada Sustentável.

E a comemoração dos 10 anos da Virada Sustentável acontece neste momento histórico da humanidade, onde é necessário, mais do que nunca, pensar e refletir sobre o que fazemos de forma coletiva, os limites do nosso planeta e para onde estamos caminhando. Para André Palhano, idealizador do evento, o respeito do meio ambiente, consumo consciente, diversidade irrestrita, desigualdade social e o cuidado com nossa saúde, são os pilares da edição da Virada Sustentável 2020.

Durante a primeira semana, o público vai se deparar com intervenções artísticas, que de maneira lúdica, buscam levar as pessoas a refletir sobre as mudanças climáticas. Para chamar atenção para este assunto, o Largo da Batata acolhe “Eggcident”, intervenção idealizada pelo artista holandês Henk Hofstra composta por ovos fritos gigantes estalados no asfalto

Neste período, o local também recebe a instalação “Olha pro céu, meu Amor”, um túnel que convida os pedestres a lerem frases escritas sobre Consumo Consciente.

O Amanhã da Paz, uma meditação global simultânea, acontece com a participação de mais de 200 lideranças espirituais e religiosas, professores e múltiplos porta-vozes da cultura de paz, em parceria com a Virada Zen, celebrando o Dia Internacional da Paz, em 21 de setembro, abrindo a programação da segunda semana do evento.

Já os muros do Jardim Gaivotas, no distrito do Grajaú, recebem o Da Margem à Margem, três murais grafitados pelos coletivos culturais Salve Selva, Ateliê Daki e Imargem.

Também integram a programação da terceira semana o Cem Minas na Rua, na Lapa, em que 22 mulheres grafitam 150 metros lineares de murais da região. Houve uma diminuição do número de participantes por conta da pandemia e para que o distanciamento e as normas de segurança específicas para este período fossem respeitados

Carreata Poética no início de outubro

No dia 2 de outubro, em parceria inédita, o Memorial Inumeráveis e VJ Suave se unem para apresentar uma obra cuja narrativa ganha vida na arquitetura dos prédios, casas, árvores e superfícies na noite da cidade de São Paulo com as projeções da dupla VJ Suave. O conteúdo escrito é fruto do relacionamento do Inumeráveis com lideranças indígenas que perderam seus parentes por COVID-19 e que contaram suas histórias íntimas e suas lutas. Entre os dias 2 a 4 de outubro, ocorre o Festival de Luzes de São Paulo, o principal festival nacional de projeções mapeadas da cidade, que traz o tema “Uma Visão do Futuro” misturando arte, tecnologia e arquitetura.

Este período também conta com uma remada histórica no Rio Pinheiros, ação que destaca a importância da despoluição de seus afluentes para que o rio volte a viver e quem sabe, seja um ponto de encontro do paulistano em um futuro próximo

No sábado, 3 de outubro, a carreata poética sai do Centro Cultural Grajaú em direção ao Masp em homenagem à Carolina Maria de Jesus, em que trechos de seu livro “Quarto de Despejo” serão lidos por 9 poetas da zona sul da cidade, acompanhadas da filha da autora, a professora Vera Eunice.

Fórum Virada Sustentável adaptado para plataforma digital

Por conta da pandemia, para evitar aglomerações e em respeito às orientações das autoridades da saúde, esse ano, o festival apresenta toda a sua programação de conhecimento, o Fórum Virada Sustentável, em plataforma digital, ampliando a possibilidade de participação para pessoas de fora de São Paulo. Todas as atividades contam com tradução em Libras e tradução simultânea nas palestras de convidados internacionais. Durante o Fórum, serão realizadas palestras sobre economia circular, mudanças climáticas, meio ambiente, futuro do trabalho, diversidade e inovação social, dentre outros temas.

Para participar, os interessados precisam se inscrever gratuitamente na atividade de interesse no site da Virada Sustentável: www.viradasustentavel.org.br

Praias mudam completamente o visual na pandemia

praia deserta em Itanhaém, SP

Além dos poluentes atmosféricos, outros aspectos puderam ser percebidos mundo afora. No Brasil, por exemplo, as águas das praias cariocas, quase sempre lotadas de banhistas e poluídas, surgiram cristalinas.

Antes das recentes reaberturas, ou seja, no auge da propagação do coronavirus, com muita gente está em casa, a quantidade de lixo recolhida nas praias do Rio de janeiro caiu drasticamente. Dados das empresas de limpeza urbana apontam que eram recolhidas 120 toneladas de detritos das areias de segunda a sexta-feira durante o verão e 341 toneladas nos fins de semana, sendo 146 aos sábados e 195 aos domingos. Entre abril e maio, esses números foram reduzidos para 10 toneladas em toda a orla em dias de semana e 15 toneladas nos fins de semana.

O mesmo ocorreu na Itália, com as águas dos canais de Veneza – sempre com fluxo intenso de gôndolas e de turistas do mundo todo. Já alguns moradores do norte da Índia puderam ver parte da cordilheira de Dhauladhar, no Himalaia, pela primeira vez. Devido ao alto índice de poluição atmosférica no país, o fenômeno não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial.

A menor quantidade de pessoas nas ruas também deu espaço para os animais se aventurarem no ambiente urbano. Em Llandudno, no Reino Unido, várias cabras foram vistas andando pela cidade durante a quarentena. O mesmo aconteceu com animais de Tailândia, Índia e África do Sul.

E por aqui?

Com as praias mais vazias- levando em conta que já estamos em agosto e que a reabertura gradual das atividades vem ocorrendo em todas as regiões- os animais também parecem mais à vontade.

No entorno de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, área importante para a conservação de aves, espécies vulneráveis têm sido flagradas fazendo ninhos.

A poluição provocada pelo turismo de massa é, agora mais do que nunca, comprovadamente uma ameaça à natureza.

Em recente visita ao litoral sul paulista, pudemos comprovar como as praias estão limpas e praticamente vazias, deixando à vontade as aves locais, e o surgimento de conchas das mais variadas espécies.

Brevemente, em outro post, iremos abordar esse assunto que já nos foi solicitado através de e-mails: Conchas encontradas no Brasil e outros países.

Gaivota tranquila observando o mar

 

Poluição diminui ao redor do mundo durante a pandemia

No início da pandemia do coronavirus, em abril, a suspensão total de atividades, conhecida mundialmente como lockdown, na Europa, teve um papel importante para diminuir significativamente os níveis de poluição em todo o continente, segundo a Agência Espacial Europeia. A agência informou que os níveis de dióxido de nitrogênio caíram cerca de 50% em algumas cidades, com a queda coincidindo com as “rigorosas medidas de quarentena implementadas em toda a Europa

As melhorias na qualidade do ar foram mais evidentes na França, Espanha e Itália, países que determinaram um confinamento rigoroso por várias semanas. Paris teve uma queda de 54% nas concentrações de dióxido de nitrogênio, em comparação com o período de 13 de março a 13 de abril de 2019. Já Madri, Milão e Roma registraram quedas de cerca de 45 por cento.

O plástico na pandemia

Há quase cinco anos, quando viralizou um vídeo de pesquisadores removendo um canudo da narina de uma tartaruga, não houve material que sofresse maior escárnio público do que o plástico. Em meia década, as campanhas de conscientização sobre os efeitos perversos da poluição — extremamente necessárias em um cenário de sujeira descontrolada — surtiram efeito. Diversas cidades, em diferentes lugares do mundo, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, aprovaram legislações específicas para banir o plástico de uso único, a exemplo de canudos e talheres descartáveis. Mas o cenário mudou. Com o avanço da pandemia da Covid-19, o material ressurgiu em variados formatos, mas agora como estratégia de proteção. Barreiras físicas em supermercados, protetores faciais, coberturas em máquinas de pagamentos e vedação em pratos de comida, entre muitos outros usos, tornaram o plástico presença cotidiana na crise que estamos vivendo.

Todos os anos, 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos. Cerca de 700 espécies que vivem no mar já foram contaminadas pela poluição e quase todas as aves marinhas ingeriram algum material plástico. Só que agora, a pandemia deu uma trégua à busca obsessiva por eliminá-lo.

Estima-se que, apenas nos Estados Unidos, a produção de uso único aumente entre 250% e 300% em 2020, de acordo com a Associação Internacional de Resíduos Sólidos. O avanço será puxado por produtos de proteção individual, como máscaras, viseiras e luvas

Os plásticos são essenciais para algumas atividades e precisam ser pensados para ter vida útil longa, ou seja, na contramão dos descartáveis. O material não pode ser tratado como vilão, mas as empresas devem oferecer opções mais sustentáveis e os consumidores precisam ter hábitos críticos. No surto, quando o que está em jogo é a vida humana, a avaliação pode ser mais difícil.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em maio houve um aumento de 28% na coleta de resíduos recicláveis, como plástico e papelão, no lixo doméstico. O novo desafio é redescobrir em quais situações o material é bem-vindo e as ocasiões em que será, mais uma vez, empregado de forma excessiva.

Para a ONG Oceana, a pandemia trará a discussão sobre separar a importância para fins sanitários e de saúde daquilo que é evitável. O material vai fazer parte da vida pós-pandemia e o momento reforça a necessidade de redução de produção.

À medida que muitas cidades planejam a reabertura e permitem a reaproximação, o plástico tem sido um aliado.

Um exemplo é o caso de idosos que puderam sentir o conforto de um abraço após o distanciamento social graças à proteção que o material é capaz de proporcionar.

O plástico pode ser nocivo para o planeta, mas a pandemia nos mostra que ele também ajuda a proteger a vida

PINGUINS ESTÃO DESAPARECENDO NA ANTÁRTIDA

PINGUINS-DE-BARBICHA NA ILHA ELEFANTE

Uma expedição realizada pelo Greenpeace à Antártida constatou que houve drásticas reduções em muitas colônias de pinguins.No último levantamento, realizado em 1971, havia 122.550 pares de pinguins em todas as colônias da Ilha Elefante, enquanto a contagem recente revelou apenas 52.786 pares, uma queda em quase 60%.

E tem mais: As dimensões da mudança da população ainda variam de colônia para colônia, na própria Ilha Elefante, e o maior declínio, de 77%, foi registrado em uma colônia conhecida como Chinstrap Camp.

A mudança climática provocou a redução do gelo marinho, por conta do aquecimento dos oceanos, o que significou, ainda, menos krill, que é o principal componente da dieta dos pinguins.

Krill, minúsculo camarão e favorita comida dos pinguins, está diminuindo drasticamente por conta do aquecimento excessivo das águas do mar

Atualmente, dois navios do Greenpeace estão na Antártida com pesquisadores trabalhando a bordo: os quebra-gelo Esperanza e Arctic Sunrise. Os pesquisadores independentes, auxiliados por ativistas do Greenpeace, descobriram que todas as colônias de pinguins pygoscelis antárticos examinadas na Ilha Elefante estão diminuídas

Conhecendo o Greenpeace

Um grupo formado por ecologistas, jornalistas e hippies reuniu-se em 1971 para protestar contra os testes nucleares dos Estados Unidos na costa do Alasca. A força e determinação dessas 12 pessoas, o sangue ativista e uma pequena embarcação de pesca alugada, foram os ingredientes perfeitos para o surgimento do Greenpeace

Apesar de terem sido interceptados pela Guarda Costeira americana, esses ativistas ousados entraram para a história, trazendo atenção mundial para os perigos dos testes nucleares, que resultou na criação de um santuário de pássaros na região.

Depois disso, nunca mais o Greenpeace parou de lutar por nossas florestas, oceanos e pelo clima

Hoje, 46 anos depois do primeiro protesto, o pequeno grupo de 12 ativistas ganhou o reforço de mais de 2.500 pessoas, que trabalham e lutam em mais de 50 países com o mesmo DNA de ativismo e pacifismo.

O pequeno barco de pesca foi transformado em 3 incríveis embarcações que dão suporte a todas as pesquisas, investigações e ações do Greenpeace em alto mar

O Greenpeace no Brasil

Atuando por aqui já há 25 anos, o Greenpeace tem por meta confrontar o desmatamento ilegal na Amazônia, indústrias de petróleo e de energia nuclear, produtores de transgênicos e projetos que ameaçam o meio ambiente e as comunidades tradicionais. Tudo para que não existam retrocessos que abalem a nossa sobrevivência e vida neste planeta.

São três escritórios do Greenpeace em locais que permitem a atuação de formas efetivas, visando problemas locais e melhorias para a população: Manaus, Brasília e São Paulo.

Em Manaus funciona o escritório de campo que conta com botes para navegar nos rios e monitorar o desmatamento da Amazônia.

Em Brasília, o escritório que acompanha de perto as decisões políticas que podem colocar em risco florestas em sua totalidade, rios e mares

Já em São Paulo, o escritório do Greenpeace, que é a sede no Brasil, conta com apoio técnico para ações, mobilizações e pesquisas, além de comunicação e distribuição de fotos e vídeos para todo país

Além de São Paulo, Brasília e Manaus, o Greenpeace está presente em mais de 600 cidades, graças ao trabalho de mais de 3.000 voluntários em todo o Brasil

Arctic Sunrise: um dos navios do Greenpeace
Este é o Esperanza
E AQUI O RAINBOW WARRIOR

O impacto dos objetos plásticos no meio ambiente

O plástico está tão presente no nosso dia a dia que raramente paramos para pensar no quanto prejudica a natureza. E os efeitos negativos causados pelo plástico podem ser muito piores do que imaginamos, sabia?

Por isso, há quase dois anos, a ONU (Organização das Nações Unidas) iniciou um movimento de conscientização global. Segundo a organização, a poluição causada pelo descarte de objetos de plástico é um dos grandes desafios da atualidade.

A primeira providência é alertar as pessoas sobre a gravidade do problema.

Vamos conferir, agora, algumas informações, chocantes, sobre o assunto com base em um estudo publicado pela renomada revista científica norte-americana Science.

índices alarmantes sobre o plástico a nível mundial

O plástico pode levar mais de 400 anos para se decompor: Como boa parte do lixo produzido pelas pessoas demora muito para se decompor e não é destinado para reciclagem, o mundo vive hoje a falta de espaço em aterros sanitários. Com isso, proliferam-se os lixões a céu aberto, contaminando a água dos rios e lençóis freáticos, o que compromete a nossa saúde

O plástico no meio ambiente também pode dificultar a decomposição de outros resíduos, reforçando ainda mais a superlotação dos aterros sanitários.

Até 2050, haverá mais plástico nos oceanos do que peixes: A superlotação de aterros também produz outro fenômeno: o “depósito” de lixo no mar. Aproximadamente 8 milhões de toneladas de plástico são descartados em nossos oceanos anualmente, desequilibrando o ecossistema marinho de várias formas, como:

  • O plástico degrada-se em partículas menores, que são ingeridas por peixes e outros animais e aves marinhas. Sem capacidade de digestão, eles morrem de forma lenta e dolorosa.
  • Em grande quantidade no mar, o plástico impede a penetração de oxigênio nos sedimentos, comprometendo também o ciclo bioquímico da flora marinha

Mais de 90 por cento do plástico utilizado no mundo não é reciclado: A produção em larga escala dos materiais sintéticos à base de plástico começou por volta dos anos 50. Desde então, estima-se que em 65 anos o mundo produziu 8,3 bilhões de toneladas de plástico, mas só reciclou 9% desse total.

Mesmo com todos os problemas já identificados, o ritmo de produção e descarte não diminui: até 2050, existirão pelo menos mais 12 milhões de toneladas de plástico no meio ambiente

No mundo, 1 milhão de garrafas de plástico são compradas a cada minuto: Infelizmente, o ritmo de reciclagem não acompanha a produção: apenas metade das garrafas plásticas compradas em 2016 foi coletada para reciclagem. Somente 7% delas foram convertidas em novas unidades, segundo dados do jornal inglês The Guardian

Todos os anos são usadas até 500 bilhões de sacolas plásticas descartáveis: Você costuma usar sacolas plásticas no supermercado? Pois é…As sacolas plásticas são bastante úteis e até parecem inofensivas, mas causam um grande estrago no meio ambiente. Elas levam pelo menos 200 anos para se degradar, além trazerem diversos transtornos, como, por exemplo:

  • Entopem passagens de água nos córregos e bueiros, contribuindo para a retenção de lixo e enchentes em épocas de chuva.
  • São frequentemente ingeridas por aves marinhas, provocando a morte delas.
  • Como o plástico das sacolas é feito com polietileno, substância originada do petróleo, sua decomposição libera gás carbônico e polui o ambiente, além de contribuir com o efeito estufa

Fonte: Blog Senac

Morcegos? Pangolins?Estudo chinês pode ter dado uma pista decisiva para se entender a trajetória do coronavírus, da sua origem, até chegar aos humanos

pangolim: animal em extinção pode ter iniciado a epidemia do coronavírus na China

Um novo estudo sugeriu que os pangolins, um mamífero parecido com o tamanduá, são o elo mais provável entre o coronavírus, morcegos e humanos, informa a rede noticiosa alemã DW. Segundo os pesquisadores, os pangolins têm coronavírus 99% idênticos ao 2019-nCoV. Isso os torna hospedeiros reservatórios muito prováveis ​​para o vírus.

As especulações iniciais apontavam para frutos do mar, cobras e outro coronavírus transmitido por morcego da província de Yunnan, no sudoeste da China. Mas pesquisadores da Universidade Agrícola do Sul da China descobriram que uma sequência genética do vírus dos pangolins é 99% idêntica ao coronavírus que atualmente infecta mais de 31 mil pessoas. Isso significa que, antes de chegar aos seres humanos, o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos para o pangolim, o animal mais comercializado ilegalmente no mundo.

Segundo pesquisadores, os morcegos são a fonte original mais provável do vírus mortal. Para esses cientistas, características genéticas únicas dos morcegos os tornam hospedeiros ideais do coronavírus.