Vamos economizar energia? você ajuda seu bolso e, principalmente, o planeta!!!

Cálculos de quem participa da discussão na Agência Nacional de Energia elétrica apontam que a tarifa cobrada pela bandeira vermelha 2 na conta de luz pode sofrer reajuste de cerca de 76%

A tarifa do patamar mais alto, que atualmente é de R$ 6,24 para cada 100kwh consumidos, pode passar de R$ 11. O anúncio do novo valor , que deve ser oficializado por esses dias, reflete a disparada no custo de geração de energia no país.

Por causa da crise hídrica, que levou reservatórios das hidrelétricas ao menor nível das últimas décadas, a geração tem sido garantida pelo acionamento das termelétricas movidas a gás, carvão e óleo combustível.

O custo desta categoria é o mais alto do mercado e terá que ser repassado ao consumidor. O governo garante que não será necessário adotar nenhum tipo de racionamento de energia. Porém, o reajuste da tarifa da bandeira vermelha forçará, pelo preço, uma redução do consumo.

O consumo de energia médio das famílias brasileiras é de 165 kwh, ou seja, praticamente todos serão atingidos pelo reajuste.

Independente dessa péssima notícia, o que você tem feito no seu dia-a-dia pra economizar energia elétrica em sua casa? Diminuiu o uso da máquina de lavar, tem passado menos roupas, reduziu o tempo no banho?

Toda vez que deixa um ambiente, presta atenção pra não deixar a luz acesa?

São esses pequenos grandes detalhes que fazem toda diferença no final do mês sabia?

Outras dicas preciosas:

  1. Se ainda não o faz, passe a utilizar lâmpadas de led
  2. Preste atenção em como você está fazendo uso de sua geladeira: abra a porta menos vezes durante o dia, não guarde alimentos quentes em seu interior e nem seque roupas na grade traseira
  3. Desconecte os aparelhos das tomadas se não estiverem sendo utilizados
  4. Não durma com a tv ligada e nem utilize o celular enquanto a bateria estiver sendo carregada
  5. Aproveite a iluminação natural e abra as janelas assim que o dia amanhecer

Adotando todos esses hábitos ou pelo menos modificando alguns deles, com certeza você estará diminuindo o valor da sua conta de consumo de energia…e o que é melhor: AJUDANDO A PRESERVAR O NOSSO MEIO AMBIENTE 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chile aprova lei que proíbe plásticos descartáveis

Em 2017, o  Chile se tornou o primeiro país da América Latina a proibir o uso das sacolinhas plásticas. Agora, quatro anos depois, nosso vizinho mais uma vez mostra seu protagonismo na gestão de resíduos e no combate à poluição ambiental, pois o Congresso chileno aprovou, por unanimidade, um projeto de lei que proíbe a utilização de plásticos descartáveis e de uso único.

Com a nova legislação, restaurantes, bares, cafés e lanchonetes não poderão mais usar canudos, copos, talheres, embalagens, tampas e misturadores de bebidas feitos de plástico. Esses estabelecimentos deverão buscar substitutos alternativos, produzidos com alumínio, papelão ou outro tipo de material biodegradável.

O projeto de lei depende, agora, da sanção do presidente Sebastián Piñera, mas a expectativa é que será assinado rapidamente. O objetivo é que a implementação comece em seis meses.

A legislação também regulamenta as garrafas plásticas, estabelecendo que “todos os supermercados, armazéns e minimercados, na sua venda presencial e eletrônica, devem oferecer e receber garrafas retornáveis“. Já as descartáveis ​​só serão permitidas se contiverem material reciclado coletado no país e em percentuais que irão aumentar progressivamente.

“A aprovação deste projeto, com o apoio de parlamentares e da sociedade civil, é um marco no cuidado e proteção do meio ambiente no Chile. Um projeto responsável, mas ambicioso, que nos permite retirar mais de 23 mil toneladas de plásticos gerados por ano”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Carolina Schmidt.

Enquanto isso, o Brasil ainda está na lanterna nas políticas contra o plástico

O Brasil é maior produtor de plásticos da América Latina e despeja 325 mil toneladas desse lixo no oceano todos os anos, segundo estudo da Oceana.

E já existe um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional sobre a questão, todavia ele está paralisado no Senado por causa de pressão da indústria desde 2019!

O Projeto de Lei 263/2018 pede a proibição e a distribuição de sacolas e canudos plásticos e o uso de microplástico em cosméticos no Brasil. Mesmo tendo sido aprovado na Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado, com parecer favorável e algumas emendas, há dois anos a proposta está na gaveta do senador Luis Carlos Heinze (PP/RS), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O autor da ideia legislativa que se tornou o PL 263 denuncia que houve lobby da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul contra o projeto

Instituto Biopesca encerra monitoramento nos ninhos da tartaruga-de-couro

 

Técnicos IBP durante intervenção a um dos ninhos

No ultimo dia 25 de maio, a equipe do Instituto Biopesca fez uma intervenção no ninho da tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) localizado na praia do Satélite, em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, com o objetivo de conferir o estado dos ovos. Como eles estavam podres, foram retirados para análise.

No dia seguinte, 26 de maio, técnicos do Instituto Biopesca constataram que a maré invadiu o terceiro ninho da tartaruga-de-couro no Praião,  também em  Itanhaém, e destruiu a estrutura de proteção que havia em seu entorno. A força da água derrubou a cerca , dois postes e duas placas e removeu grande parte da areia que recobria o local. Antes que ovos fossem levados, a equipe do Instituto Biopesca interviu e os recolheu.

Mais de 100 ovos foram coletados  e verificou-se que não estavam fecuncados, ou seja, sem embriões, assim como ocorreu com os ovos dos outros dois ninhos

Os ovos do primeiro ninho – 103, no total – foram recolhidos pela equipe do IBP em 8 de maio, antes que fossem levados pela forte ressaca que atingiu o local. O Instituto Biopesca decidiu pela intervenção diante da constatação dos ovos do primeiro ninho não terem sido fecundados  e estarem em decomposição. Além disso, o fato da temperatura ambiental estar diminuindo colaborou com a decisão, já que o calor da areia é fundamental para o desenvolvimento dos ovos. A operação foi realizada de forma técnica e com todos os cuidados para não causar nenhum impacto caso os ovos estivessem fecundados.  Após recontagem, foram confirmados 121 ovos.

De acordo com estudos, a eclosão dos ovos pode ocorrer, em média, entre 60 e 90 dias após a data da postura que, nesse ninho, aconteceu em 5 de março. A intervenção não apresenta nenhum tipo de problema para os ovos em boas condições.

A tartaruga-de-couro fez outras duas posturas em outras praias de Itanhaém. A primeira na praia do Suarão, em 19 de fevereiro, e a terceira, em  17 de março, no Praião.  Os ovos do primeiro ninho foram removidos por uma forte ressaca em 8 de maio, 79° dia após a desova e, antes que a água os levasse, foram recolhidos pela equipe do Instituto Biopesca. Todos os 103 ovos recolhidos não estavam fecundados, ou seja, não continham embriões e, na sua grande maioria, já estavam podres.
Nós, da Rádio Ecosystem, acompanhamos todo esse processo, fomos presencialmente aos 3 ninhos em Itanhaém, mantivemos contato com o Instituto Biopesca e torcíamos para que os ovos eclodissem e pelo nascimento das tartaruguinhas, o que, infelizmente, não aconteceu.

ovos da tartaruga-de-couro sendo retirados para análise

Maré avança e desloca ovos do primeiro ninho da tartaruga-de-couro

No ultimo dia 08 de maio, os ovos da tartaruga-de-couro tiveram que ser retirados do ninho na praia do Suarão, em Itanhaém, litoral sul paulista.

Esse era o ninho onde a tartaruga-de-couro havia feito a primeira desova, em fevereiro.

A operação foi necessária porque a maré avançou, em decorrência de uma ressaca, e ao remover a areia, os ovos se deslocaram. A equipe do Instituto Biopesca recolheu 103 ovos que foram levados para análise em laboratório, na sede em Praia Grande.

Alguns estavam gorados e muitos já em decomposição. O período de eclosão dos ovos ocorre entre 60 e 90 dias e, no caso deste primeiro, 79 haviam se passado.

A expectativa, agora, é aguardar melhores resultados dos outros dois ninhos- na praia do Satélite e no Praião, Centro- que estão melhor localizados e sofrem menos com a maré alta.

Primeiro ninho da tartaruga-de-couro em Itanhaém, SP, continha 103 ovos, dos quais nenhum foi fecundado. — Foto: Divulgação/Instituto Biopesca
Maioria dos ovos em estado de decomposição- Foto: divulgação/ Instituto Biopesca

Conhecendo o terceiro ninho da tartaruga-de-couro

A Rádio Ecosystem continua acompanhando a trajetória dos três ninhos da tartaruga-de-couro nas praias de Itanhaém, litoral sul paulista.

Quem está acompanhando nossas matérias desde fevereiro, quando a tartaruga fez sua primeira desova, na praia do Suarão, sabe muito bem como tem sido o empenho do Instituto Biopesca, responsável pelo Projeto de Monitoramento de praias da Bacia de Santos. Os três ninhos são vigiados dia e noite e todos nós estamos torcendo para que a eclosão dos ovos ocorra.

Na realidade, apesar do grande otimismo de todos, as condições do tempo e alta da maré não têm sido muito favoráveis, já que o ideal seria o tempo firme, sem chuvas, para que a areia ficasse quase sempre bem seca.

De qualquer forma, a torcida para o nascimento dos filhotes é grande e isso pode estar pra acontecer, a qualquer momento!!!

Ninho da tartaruga-de-couro no praião, centro de Itanhaém…Foto: Joni Oliveira
foto 2 do mesmo ninho
Foto 3, no praião, centro, Itanhaém

Ah…um lembrete: 

É possível ver as imagens dos ninhos ao vivo, e em tempo real, no site do Instituto Biopesca: http: //www.biopesca.org.br/ninhos/index.htm 

 

 

Tartaruga-de-couro desova em duas praias de Itanhaém, litoral paulista

Tartaruga-de-couro desova em Itanháem, litoral paulista

Faz 25 dias que uma tartaruga-de-couro desovou na praia do Suarão, em Itanhaém, cidade do litoral sul paulista.

Foi uma surpresa e tanto para os moradores da região e, também, sorte alguém ter visto essa tartaruga e acionado o Instituto Biopesca, que executa o Projeto de Monitoramento de praias da Bacia de Santos.

Desde 19 de fevereiro, os profissionais da Organização estão fazendo o monitoramento do ninho, dia e noite, e torcendo para que a eclosão dos ovos ocorra.

Sobre a tartaruga-de-couro

A espécie, muito comum no litoral do Espírito Santo, já teve registros de desova no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul e, agora, na Baixada Santista. Essa tartaruga-de-couro encontrada em Itanhaém é classificada como animal Criticamente em Perigo de Extinção. Além disso, segundo o Instituto Biopesca, trata-se de uma espécie oceânica, ou seja, não costuma ficar próxima à costa, e por isso foi uma surpresa encontra-la realizando a desova no litoral de São Paulo.

Essa tartaruga gigante que desovou em Itanhaém tem aproximadamente 300 quilos e 1,77m de comprimento. Ela foi anilhada- procedimento que favorece estudos para a conservação da espécie- e voltou para o mar.

Duas semanas depois, a surpresa!!!

Após ter feito uma desova na praia do Suarão, a mesma tartaruga-de-couro voltou na noite do dia 05 de março, uma sexta-feira, à outra praia de Itanháem, no Jardim Satélite, a dois quilômetros de onde está o primeiro ninho. E alí fez uma nova postura!!!

A equipe do Biopesca foi novamente acionada e quando chegou ao local, a tartaruga estava fechando o ninho. Assim como da primeira vez, a desova durou cerca de 3 horas.

Esse local também permanece isolado e cercado, sendo monitorado, igualmente ao primeiro, dia e noite.

Nós da Rádio Ecosystem resolvemos ir até Itanhaém ver de perto os dois ninhos da tartaruga-de-couro:

Primeiro ninho tartaruga-de-couro, praia do Suarão. Foto: Joni Oliveira
Segundo ninho…praia do Satélite. Foto: Joni Oliveira

Até 30 de março, o estado de São Paulo estabeleceu que todas as praias devem ser fechadas para evitar aglomerações e, dessa forma, combater a disseminação da covid-19.

Essa determinação está sendo seguida à risca pelo Instituto Biopesca e se você quiser ficar mais informado diariamente, basta seguir o Instituto nas redes sociais (facebook e/ou Instagram ).

Vale informar, ainda, que nós estivemos por lá, nos informando e fazendo esses registros, dias atrás, antes da nova resolução do governo do estado.

 

 

 

Caravela do mar

Atendendo a alguns pedidos, no post anterior falamos de águas-vivas, aparentemente inofensivas, mas que realmente são um verdadeiro perigo pra quem entrar em contato com alguma delas.

Recentemente também recebemos um e-mail de uma ouvinte falando sobre a caravela do mar. Ela disse que no final do ano passado, durante suas férias no litoral sul paulista, viu uma delas enquanto caminhava pela praia e resolveu tirar foto pra mandar pra gente!!!

Ficamos felizes por ter lembrado do nosso blog e resolvemos fazer uma postagem explicando um pouco mais pra todo mundo conhecer e saber diferenciar das outras espécies de água viva.

As caravelas-do-mar pertencem ao filo Cnidaria, e são constantemente confundidas com outro integrante do grupo: as águas vivas. No entanto, as caravelas possuem características que as tornam únicas: elas representam o único organismo formado por uma colônia heteromorfa entre as mais de 11 mil espécies de cnidários reconhecidas. Isto significa que seu corpo é formado pela junção de quatro tipos de pólipos, animais que possuem morfologia bastante distinta em relação às medusas. Enquanto as últimas apresentam umbrela, a parte redonda e gelatinosa na extremidade superior do corpo que contém a cavidade gastrovascular, tentáculos e boca voltados para baixo, os pólipos são caracterizados pela boca e tentáculos voltados para cima e cavidade gastrovascular na base do corpo. A reprodução desses organismos também difere entre si: a forma assexuada é mais predominante entre os pólipos, e ocorre por fissão ou brotamento, enquanto as medusas reproduzem-se preferencialmente de forma sexuada, dando origem à uma larva plânula pelágica. Ambas as formas poliploide e medusoide apresentam simetria radial, e duas camadas de tecido corporal, a epiderme (mais exterior) e a gastroderme (mais interior), as quais são separadas por uma massa gelatinosa denominada mesogleia.

Até o presente momento, a única caravela com identificação confirmada é a caravela portuguesa Physalia physalis, também conhecida popularmente como garrafa-azul

caravela do mar na praia do Cibratel Dois, Itanhaém, SP. Foto: Thabata Dias/ouvinte

Águas vivas

 

água viva transparente muito comum no litoral sul brasileiro

A água-viva é um animal marinho, invertebrado pertencente ao filo dos cnidários. O corpo de uma água-viva adulta é composto de uma substância gelatinosa em forma de sino que envolve sua estrutura interna, da qual os saem vários tentáculos.

As águas-vivas são um dos seres mais intrigantes do reino animal têm muitas formas e cores diferentes e variam em tamanho. Em geral, medem de poucos milímetros e podem chegar a 3 metros de diâmetro.

Uma espécie de água-viva encontrada no mar frio do Ártico é enorme, seu corpo pode ter mais de 2,5 metros de largura e seus tentáculos podem ter incríveis 36 metros de comprimento.

Embora as águas-vivas frequentemente sejam transparentes ou de cor azul pálida, elas também podem ser amarelas, azuis profundas, púrpura brilhante, lilás, laranja brilhante, vermelho escuro.

Algumas águas-vivas, quando são perturbadas durante a noite, são capazes de produzir luz por bioluminescência.

As águas-vivas são constituídas por uma camada de epiderme, gastroderme, e uma espessa camada gelatinosa chamada mesogleia que separa a epiderme da gastroderme. Os tentáculos de uma água-viva são cobertos com células que picam, chamadas de cnidócitos. Elas liberam uma substância urticante capaz de espantar predadores e paralisar suas presas

Habitat:

As águas-vivas são habitantes dos mares tropicais e das águas frias do Árticoonde estão há mais de 650 milhões de anos. São animais pelágicos, isto é, vivem no mar aberto e, embora possam ser impulsionados com movimentos rítmicos de seus guarda-chuvas, movem-se basicamente à mercê das correntes marítimas.

As águas-vivas sobreviveram por muito tempo em seus habitats aquáticos. Estão na Terra há milhões de anos e podem ser encontradas em todos os oceanos

 Queimadura causada por água-viva

Queimadura de água-viva é um problema relativamente comum para as pessoas que nadam ou mergulham no mar. Seus longos tentáculos podem injetar veneno usando milhares de picadas microscópicas. Essas mordidas variam muito em gravidade. Na maioria dos casos, causam dor imediata e marcas vermelhas e irritação da pele.

Algumas picadas podem causar doenças sistêmicas, ou seja, por todo o corpo, não somente no local e, em casos raros, as picadas de água-viva são potencialmente mortais.

A dor ardente, manchas vermelhas, marrons ou violetas na pele, coceira, inchaço e dor latejante que irradia de uma perna ou braço são os sintomas de uma queimadura de água viva.

Banhista teve a perna queimada por água viva na praia

O que fazer quando houver uma queimadura de água-viva:

Se as células pungentes de uma água-viva entrarem em contato com sua pele, elas liberarão um veneno que pode causar vários sintomas. Os mais comuns são: forte dor local, inchaço da pele, vermelhidão ou feridas, dor de cabeça, náuseas, vômito e diarreia, além de tremores e suor

Tratamento:

Despeje vinagre sobre os tentáculos, imobilize a área picada e tente deixar a vítima deitada, se possível.

O melhor e mais correto a fazer, no entanto, é procurar atendimento médico com urgência!!!

Vamos falar de maritacas?

O trabalho em home office, às vezes, é cansativo, mas pode se tornar atraente se você começar a observar detalhes ao redor da sua residência que, antes da pandemia, não faziam a menor diferença.

Se você estiver lendo esse post agora, e discordar de mim, tudo bem: de repente isso vale pra mim justamente porque estou escrevendo sobre meio ambiente e porque dois casais de maritacas estão no telhado da casa da minha vizinha fazendo a maior algazarra, dando a entender que seriam dezenas deles!

Então, resolvi abrir outra página do word e vou aproveitar o clima pra falar das maritacas, como já nos acostumamos a elas e como mantemos uma boa convivência.

casal de maritacas em telhado de uma casa na zona oeste de São Paulo

As maritacas, também conhecidas como periquitão-maracanã, são psitacídeos encontrados em muitos países da América do Sul, sendo, em muitos locais do continente, considerado sinantrópicos, ou seja, animais silvestres que são comumente confundidos com animais domésticos devido à sua frequência em cidades. Nas áreas urbanas, esses animais não só sobrevivem como também se reproduzem, o que muitas vezes gera conflitos com os humanos por serem extremamente barulhentas, tanto quando estão voando como paradas nos beirais dos telhados.

Na época reprodutiva, esses animais formam casais e procuram – cada casal isoladamente – locais para nidificar. A nidificação pode ocorrer em ocos de pau, palmeiras de buriti, paredões de pedra e no caso dos centros urbanos, comumente em telhados de edificações. Os ovos são postos diretamente na superfície do local de nidificação, como em muitos psitacídeos e assim, não possuem o hábito de juntar material para a construção de um ninho, como muitas vezes observados em espécies de passeriformes.

Estudos apontam que o consumo de terra (geofagia) auxilia na redução da toxidez de alguns dos compostos das plantas que a ave ingere, além de fornecer nutrientes como sais minerais. Fora da cidade, elas costumam encontrar esse alimento em barrancos.

Como o bico das maritacas cresce bastante, elas costumam raspar em alguma pedra para fazer uma manutenção natural

As maritacas (Psittacara leucophtalma) antes classificadas no gênero Aratinga, são animais de coloração esverdeada que apresentam as coberteiras inferiores da asa vermelhas, podendo possuir penas vermelhas também nas laterais da cabeça e no pescoço.

Pesam em torno de 140 a 171 gramas e possuem um tamanho médio de 30 a 32 centímetros. Alimentam-se de frutos e sementes e habitam na natureza, tanto áreas de bordas de mata e cerradão, como também áreas abertas.

São facilmente avistadas no período não reprodutivo, quando possuem o hábito de voar em bandos de 5 a 40 indivíduos.

Vivem, em média, de 20 a 30 anos em cativeiro, tempo que diminui se for na natureza, por estarem expostas a condições climáticas mais intensas.

As gerações mais antigas achavam que as maritacas podiam ser retiradas da natureza para se tornarem animais de estimação, mas, felizmente, esse conceito foi revisto e foram criadas leis de proteção da fauna e flora brasileiras.

Hoje, portanto, é CRIME criar aves retiradas da natureza sem critério e prévia autorização dos órgãos governamentais

 

Reciclagem pelo mundo: Canadá

O post que fizemos sobre reciclagem pelo mundo nos deu um retorno bem interessante.

Dois ouvintes acessaram o blog, deixaram comentários, deram dicas e demonstraram interesse em colaborar, dizendo como é o processo de reciclagem nas cidades onde moram.

Uma dessas ouvintes é a Regina Soranz. Ela mora em Sudbury, província de Ontário, no Canadá.

Vamos conhecer, então, como é a reciclagem por lá?

Nesse local, os moradores separam o lixo em caixas coloridas:

A caixa azul é destinada ao depósito de produtos recicláveis. A de cor verde para lixo orgânico: restos de comida, plantas, papéis usados como guardanapos de papel, também papel toalha, coadores de café e panos de limpeza doméstica. Essa caixa verde fica fechada e é chamada de Green box. Todo material dessas green boxes dá origem a um adubo que é vendido a um preço bem barato para as pessoas comprarem e utilizarem em jardins. As caixas plásticas verde e azul são fornecidas gratuitamente pelo governo. Basta ligar pedindo e eles entregam na casa do morador.

No caso do lixo comum, cada morador deve armazenar todo conteúdo consumido num único saco de lixo na cor preta, devidamente fechado. Os coletores não recolhem o lixo se estiver armazenado em sacos pequenos, como vemos com frequência aqui no Brasil.

Nesse saco de lixo comum deve ser depositado tudo aquilo que não é composto e nem reciclável. Esse material é recolhido somente a cada 15 dias e se, por acaso, ultrapassar um saco, os moradores têm de pagar pelo saco excedente!!!

A ideia é fazer com que as pessoas tenham realmente consciência ambiental, e consumam menos produtos.

folder explicativo sobre o que depositar em cada caixa reciclável

Regina também nos contou como é feito o descarte de galhos de plantas. Bem interessante, ouçam só:

E no caso de móveis usados que as pessoas não querem mais? Ela também comentou a respeito:

Os produtos considerados perigosos ao meio ambiente como restos de tinta, pilhas velhas, óleo automotivo, produtos de limpeza e remédios têm destino certo em Sudbury. Existe um posto específico para esse descarte. Aberto ao público uma vez por mês, as pessoas ainda contam com a facilidade de nem precisar sair do veículo para descartar esse tipo de lixo. Basta colocar tudo no porta-malas do carro e um funcionário do local se encarrega de retirar esse tipo de descarte.

Mas se, por acaso, a pessoa não puder sair de casa para levar esse tipo específico de produto, ela telefona para esse mesmo local e combina para que alguém possa estar retirando.

Nossa ouvinte Regina Soranz também explicou o funcionamento do que seria,  aqui no Brasil, um Ecoponto.

Segundo ela, o espaço é muito limpo e organizado, e próprio para receber restos de materiais de construção, pedaços de madeira,  galhos de poda de árvores e outras plantas em maior quantidade. Um funcionário na portaria desse espaço anota a placa do carro, o endereço desse morador- que nem precisa sair do veículo- pergunta o que será descartado e mais: o carro passa por uma balança própria, para que seja anotado quanto desse tipo de lixo está sendo descartado.

O carro é pesado antes e depois, pra que a conta seja feita, pois caso passe do limite estabelecido gratuitamente, o que for além tem um custo.

Que interessante né gente? E olha a observação da Regina:

“ Os ricos produzem mais lixo que os pobres!!! E quanto mais você consome, mais lixo vc produz, e isso deve servir pras pessoas pensarem duas vezes, pois estará pesando no bolso”

Num espaço reservado desse mesmo local, as pessoas podem deixar objetos que podem ser reaproveitados por outras pessoas, como bicicletas velhas e moveis.

No Canadá, as garrafas de vidro podem ser descartadas nas caixas azuis, mas também podem ter outro destino pois o governo possui um programa de incentivo…vamos saber do que se trata:

Assim, ficamos sabendo como funciona o processo de reciclagem na província canadense de Sudbury. Se você quiser colaborar nos contando sobre a reciclagem em outros países, basta entrar em contato conosco, certo?

Nossos agradecimentos à Regina Soranz que nos ajudou a ilustrar essa matéria com todo seu conhecimento!!!