Que calor é esse?

Massas de ar seco seguem estacionadas no centro do país formando o chamado bloqueio atmosférico. Ausência de corrente de ar fria durante o inverno contribuiu para elevação das temperaturas

Pois é. Vamos tentar entender, pois não está sendo nada fácil encarar um calorão desses em pleno início de primavera, ainda mais em cidades pouco, ou quase nada, acostumadas à temperaturas acima dos 30 graus, como é o caso da capital paranaense, Curitiba, onde os termômetros subiram até 35 graus!!!

Nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, as temperaturas, em diversas cidades, ficaram entre 40 e 44 graus.

As pancadas de chuva, que costumam ficar mais presentes a partir deste mês, devem ocorrer de forma pontual na primeira metade de outubro. Isso acontece porque grandes massas de ar seco seguem pelo centro do país.

São os chamados bloqueios atmosféricos, que atuam como uma barreira impedindo o avanço de frentes frias ou outro sistema que consiga levar chuva para a região, como os “rios voadores”, que carregam a umidade da região amazônica para o Centro-Oeste e Sudeste

Este ano o bloqueio está ainda mais forte porque a temperatura na superfície do mar está mais alta que o normal, fazendo com que as frentes frias desviem para o alto mar.

Os efeitos deste sistema são sentidos especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e no Sul do país

Termômetro de rua na capital paulista assinalando 38 graus

Outro fator que contribui para as altas temperaturas é a corrente de ar conhecida como jato polar, que não passou tanto pelo Brasil durante o inverno e começa a passar cada vez mais ao sul, na região da Argentina e do Polo Sul.

 

Incêndios florestais atingem também a Argentina

Não é apenas aqui no Brasil que as queimadas estão devastando regiões do Pantanal, Serra do Cipó, em Minas Gerais, e vários pontos da Amazônia.

No início desta semana, incêndios florestais muito próximos às casas de Villa Parque Siquiman, um conjunto residencial perto de Córdoba, na Argentina, assustaram os moradores.

Bombeiros foram ao local tentar debelar as chamas e algumas pessoas relataram que o incêndio no bairro teve origem intencional. Em apenas 20 minutos, afirmaram testemunhas, quatro focos se formaram nas proximidades de Villa Parque Siquiman.

As autoridades não confirmaram a origem do fogo, mas não descartam um possível criminoso ter colocado fogo em algumas partes da província.

Ainda assim, o calor também tem contribuído para os incêndios na região: temperaturas passaram do 30°C no centro da Argentina, chegando perto dos 40°C em algumas áreas.

A expectativa é que a chuva nos próximos dias reduza os focos de queimada, que destruíram mais de 95 mil hectares na província de Córdoba.

Dourado: o peixe que virou símbolo da conservação da biodiversidade no Pantanal

 

Gustavo Sivieri Tsukahara com um exemplar de Dourado durante pesca esportiva

O Pantanal abriga pelo menos 300 espécies conhecidas de peixes em seu vasto Rio Paraguai e em centenas de quilômetros de afluentes, mas só uma carrega título de realeza: o dourado (Salminus brasiliensis). Conhecido como “rei do rio” por seu comportamento de predador, por seus saltos para fora d’água e por travar embates com a vara do pescador que podem durar horas, ele ganhou, neste ano, uma proteção diferenciada dos demais: seu abate está proibido em todo o território de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Isso quer dizer que os pescadores podem fisgar o peixe, mas não matá-lo. Se alguém soltar a linha no rio e um dourado morder a isca, a orientação é não provocar ferimentos e devolvê-lo à natureza o quanto antes.

Não existiam evidências científicas concretas quando, em 2009, Cáceres (MT) se tornou o primeiro município a proteger o dourado em seus rios – permitindo que os pescadores apenas retirassem o peixe do anzol e o devolvessem à natureza. Mas também não faltavam impressões empíricas, segundo os moradores locais, de que o tamanho dos dourados capturados eram cada vez menores.

A sabedoria popular tem levado a melhor desde então: em 2012, o estado de Mato Grosso seguiu os passos de Cáceres; no ano seguinte, foi a vez do município de Corumbá (MS). Em janeiro de 2019, o abate do chamado “rei do rio” se tornou proibida em todo o território de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Foi assim que o dourado se tornou o símbolo das políticas de conservação da biodiversidade na região.

Gustavo se preparando para devolver o Dourado ao rio

 

Justiça suspendeu extinção de resoluções que delimitavam as áreas de proteção em manguezais e restingas

Extinção tinha sido aprovada em reunião do Conama, Conselho nacional do meio ambiente, presidido por Ricardo Salles, ministro do meio ambiente

A Justiça Federal do Rio de Janeiro suspendeu, ontem, a extinção de duas resoluções do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) — presidido pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles — que delimitavam as áreas de proteção permanente (APPs) de manguezais e de restingas do litoral brasileiro. “Tendo em vista o evidente risco de danos irrecuperáveis ao meio ambiente, defiro antecipação dos efeitos da tutela para suspender os efeitos da revogação apreciada na 135ª Reunião Ordinária do Conama”, escreveu a juíza Maria Amélia Almeida Senos de Carvalho, da 23ª Vara Federal do Rio de Janeiro, na decisão

A liminar atende a uma ação popular movida pelos advogados Juliana Cruz Teixeira da Silva, Leonardo Nicolau Passos Marinho, Renata Miranda Porto e Rodrigo da Silva Roma contra a União e Salles. Eles argumentaram que a revogação das resoluções 302 e 303, ambas de 2002, “viola o direito constitucional a um meio ambiente ecologicamente equilibrado”, assegurado no artigo 225 da Constituição, bem como a Política Nacional do Meio Ambiente traçada na lei nº 6.938/81 e o Código Florestal.

Suely Vaz de Araújo, que presidiu o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) entre junho de 2016 e janeiro de 2019, durante o governo Michel Temer (MDB), acompanhou horrorizada a reunião do Conama. Segundo ela, quem atua em política ambiental nunca presenciou nada como o que aconteceu essa semana.

Descarte incorreto de máscaras de proteção ao coronavírus

Máscaras descartáveis protegem contra o Coronavírus, mas não são recicláveis. O descarte incorreto pode gerar contaminação pela doença e, ainda, causar danos ao meio ambiente

Todos nós já sabemos da importância e necessidade de lavarmos bem as mãos, utilizar sempre álcool em gel, evitar todo tipo de aglomeração e, sempre que sairmos de casa, usarmos máscaras de tecido ou descartáveis. Estes cuidados básicos e que se tornaram rotineiros para nós têm nos protegidos do contato direto com o vírus nos últimos meses.

Mas, como será que a maioria está realizando o destino final das máscaras descartáveis utilizadas? A destinação incorreta deste EPI (equipamento de proteção individual) também compromete a nossa saúde e o meio ambiente.

Você sabia que as máscaras descartáveis depois de utilizadas permanecem com material biológico que pode estar contaminado? E este material biológico pode contaminar outras pessoas! Além disso, as máscaras descartáveis NÃO SÃO RECICLÁVEIS. Por isso, elas precisam ter um descarte adequado, para que não causem impacto direto a nós e ao meio ambiente.

E, assim como a pandemia, o problema do descarte incorreto também é global.

Uma máscara descartável, dependendo da sua composição, pode demorar até 450 anos para se decompor. Parece exagero, mas os impactos ambientais diretamente relacionados com o descarte inadequado das máscaras descartáveis já estão ocorrendo.

Em sete meses de pandemia, já temos muitos relatos de máscaras encontradas nos oceanos, nos rios, nas ruas dos centros urbanos, em terrenos baldios e etc. Se existe uma tendência global para banir plásticos como canudos, entre outros, porque não se preocupar também com as máscaras? Assim como a prevenção da COVID-19, também é nossa responsabilidade socioambiental cuidar do descarte correto das máscaras

Minimizando os efeitos das máscaras descartáveis no meio ambiente

A melhor maneira de ajudar o meio ambiente nesse contexto é utilizar máscaras de tecido, que são laváveis e reutilizáveis. Dessa forma, você diminui o impacto no meio ambiente, pois vai diminuir a quantidade de mascaras descartáveis em circulação, e ainda pode contribuir socialmente com a renda de algum vizinho, conhecido ou alguém da sua cidade que ficou desempregado e agora tem encontrado seu sustento na produção de máscaras de tecido

Caso você precise realmente utilizar a máscara descartável, quando for jogá-la fora, descarte como REJEITO e não como material reciclável, pois ela NÃO É RECICLÁVEL

Confira, agora, esse vídeo da OMS sobre o uso correto das máscaras de proteção contra o coronavirus:

A tristeza de ver nosso Pantanal em chamas

As queimadas continuam devastando o Pantanal. Segundo o Inpe, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, foram registrados 15.477 pontos de incêndio até o dia 15 de setembro de 2020 — maior taxa já registrada na história do monitoramento da região.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso, já foram devastados 1.732.000 hectares do Pantanal no estado. Já no último balanço do Mato Grosso do Sul, em 04 de setembro, a área atingida foi de 1.110.000

No total, são 2.832.000 hectares do bioma queimados. Esse número corresponde a 18,66% do Pantanal que, segundo o IBGE, ocupa 15.169.200 hectares — ou seja, 1,78% do território nacional.

O que essa área representa? Quando comparado com o estádio do Maracanã, por exemplo, seriam necessários mais de 3 milhões de arenas para cobrir a região que foi queimada no Pantanal.

A região queimada completa é maior do que a área do estado do Sergipe, por exemplo, que tem 2.191.000 hectares. A área danificada do Pantanal também é maior do que os 2.776.800 hectares que demarcam o estado do Alagoas

Muitos animais estão sofrendo com essa queimada absurda!!! Dá pena ver as imagens deles sofrendo e perdendo seu habitat natural. Cenas que comovem as pessoas no Brasil e ao redor do mundo

 

 

 

 

 

 

 

 

Virada Sustentável 2020

 

Teve início nesta quarta, 16 de setembro, em São Paulo, a décima edição da Virada Sustentável.

E a comemoração dos 10 anos da Virada Sustentável acontece neste momento histórico da humanidade, onde é necessário, mais do que nunca, pensar e refletir sobre o que fazemos de forma coletiva, os limites do nosso planeta e para onde estamos caminhando. Para André Palhano, idealizador do evento, o respeito do meio ambiente, consumo consciente, diversidade irrestrita, desigualdade social e o cuidado com nossa saúde, são os pilares da edição da Virada Sustentável 2020.

Durante a primeira semana, o público vai se deparar com intervenções artísticas, que de maneira lúdica, buscam levar as pessoas a refletir sobre as mudanças climáticas. Para chamar atenção para este assunto, o Largo da Batata acolhe “Eggcident”, intervenção idealizada pelo artista holandês Henk Hofstra composta por ovos fritos gigantes estalados no asfalto

Neste período, o local também recebe a instalação “Olha pro céu, meu Amor”, um túnel que convida os pedestres a lerem frases escritas sobre Consumo Consciente.

O Amanhã da Paz, uma meditação global simultânea, acontece com a participação de mais de 200 lideranças espirituais e religiosas, professores e múltiplos porta-vozes da cultura de paz, em parceria com a Virada Zen, celebrando o Dia Internacional da Paz, em 21 de setembro, abrindo a programação da segunda semana do evento.

Já os muros do Jardim Gaivotas, no distrito do Grajaú, recebem o Da Margem à Margem, três murais grafitados pelos coletivos culturais Salve Selva, Ateliê Daki e Imargem.

Também integram a programação da terceira semana o Cem Minas na Rua, na Lapa, em que 22 mulheres grafitam 150 metros lineares de murais da região. Houve uma diminuição do número de participantes por conta da pandemia e para que o distanciamento e as normas de segurança específicas para este período fossem respeitados

Carreata Poética no início de outubro

No dia 2 de outubro, em parceria inédita, o Memorial Inumeráveis e VJ Suave se unem para apresentar uma obra cuja narrativa ganha vida na arquitetura dos prédios, casas, árvores e superfícies na noite da cidade de São Paulo com as projeções da dupla VJ Suave. O conteúdo escrito é fruto do relacionamento do Inumeráveis com lideranças indígenas que perderam seus parentes por COVID-19 e que contaram suas histórias íntimas e suas lutas. Entre os dias 2 a 4 de outubro, ocorre o Festival de Luzes de São Paulo, o principal festival nacional de projeções mapeadas da cidade, que traz o tema “Uma Visão do Futuro” misturando arte, tecnologia e arquitetura.

Este período também conta com uma remada histórica no Rio Pinheiros, ação que destaca a importância da despoluição de seus afluentes para que o rio volte a viver e quem sabe, seja um ponto de encontro do paulistano em um futuro próximo

No sábado, 3 de outubro, a carreata poética sai do Centro Cultural Grajaú em direção ao Masp em homenagem à Carolina Maria de Jesus, em que trechos de seu livro “Quarto de Despejo” serão lidos por 9 poetas da zona sul da cidade, acompanhadas da filha da autora, a professora Vera Eunice.

Fórum Virada Sustentável adaptado para plataforma digital

Por conta da pandemia, para evitar aglomerações e em respeito às orientações das autoridades da saúde, esse ano, o festival apresenta toda a sua programação de conhecimento, o Fórum Virada Sustentável, em plataforma digital, ampliando a possibilidade de participação para pessoas de fora de São Paulo. Todas as atividades contam com tradução em Libras e tradução simultânea nas palestras de convidados internacionais. Durante o Fórum, serão realizadas palestras sobre economia circular, mudanças climáticas, meio ambiente, futuro do trabalho, diversidade e inovação social, dentre outros temas.

Para participar, os interessados precisam se inscrever gratuitamente na atividade de interesse no site da Virada Sustentável: www.viradasustentavel.org.br

Praias mudam completamente o visual na pandemia

praia deserta em Itanhaém, SP

Além dos poluentes atmosféricos, outros aspectos puderam ser percebidos mundo afora. No Brasil, por exemplo, as águas das praias cariocas, quase sempre lotadas de banhistas e poluídas, surgiram cristalinas.

Antes das recentes reaberturas, ou seja, no auge da propagação do coronavirus, com muita gente está em casa, a quantidade de lixo recolhida nas praias do Rio de janeiro caiu drasticamente. Dados das empresas de limpeza urbana apontam que eram recolhidas 120 toneladas de detritos das areias de segunda a sexta-feira durante o verão e 341 toneladas nos fins de semana, sendo 146 aos sábados e 195 aos domingos. Entre abril e maio, esses números foram reduzidos para 10 toneladas em toda a orla em dias de semana e 15 toneladas nos fins de semana.

O mesmo ocorreu na Itália, com as águas dos canais de Veneza – sempre com fluxo intenso de gôndolas e de turistas do mundo todo. Já alguns moradores do norte da Índia puderam ver parte da cordilheira de Dhauladhar, no Himalaia, pela primeira vez. Devido ao alto índice de poluição atmosférica no país, o fenômeno não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial.

A menor quantidade de pessoas nas ruas também deu espaço para os animais se aventurarem no ambiente urbano. Em Llandudno, no Reino Unido, várias cabras foram vistas andando pela cidade durante a quarentena. O mesmo aconteceu com animais de Tailândia, Índia e África do Sul.

E por aqui?

Com as praias mais vazias- levando em conta que já estamos em agosto e que a reabertura gradual das atividades vem ocorrendo em todas as regiões- os animais também parecem mais à vontade.

No entorno de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, área importante para a conservação de aves, espécies vulneráveis têm sido flagradas fazendo ninhos.

A poluição provocada pelo turismo de massa é, agora mais do que nunca, comprovadamente uma ameaça à natureza.

Em recente visita ao litoral sul paulista, pudemos comprovar como as praias estão limpas e praticamente vazias, deixando à vontade as aves locais, e o surgimento de conchas das mais variadas espécies.

Brevemente, em outro post, iremos abordar esse assunto que já nos foi solicitado através de e-mails: Conchas encontradas no Brasil e outros países.

Gaivota tranquila observando o mar

 

Poluição diminui ao redor do mundo durante a pandemia

No início da pandemia do coronavirus, em abril, a suspensão total de atividades, conhecida mundialmente como lockdown, na Europa, teve um papel importante para diminuir significativamente os níveis de poluição em todo o continente, segundo a Agência Espacial Europeia. A agência informou que os níveis de dióxido de nitrogênio caíram cerca de 50% em algumas cidades, com a queda coincidindo com as “rigorosas medidas de quarentena implementadas em toda a Europa

As melhorias na qualidade do ar foram mais evidentes na França, Espanha e Itália, países que determinaram um confinamento rigoroso por várias semanas. Paris teve uma queda de 54% nas concentrações de dióxido de nitrogênio, em comparação com o período de 13 de março a 13 de abril de 2019. Já Madri, Milão e Roma registraram quedas de cerca de 45 por cento.

O plástico na pandemia

Há quase cinco anos, quando viralizou um vídeo de pesquisadores removendo um canudo da narina de uma tartaruga, não houve material que sofresse maior escárnio público do que o plástico. Em meia década, as campanhas de conscientização sobre os efeitos perversos da poluição — extremamente necessárias em um cenário de sujeira descontrolada — surtiram efeito. Diversas cidades, em diferentes lugares do mundo, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, aprovaram legislações específicas para banir o plástico de uso único, a exemplo de canudos e talheres descartáveis. Mas o cenário mudou. Com o avanço da pandemia da Covid-19, o material ressurgiu em variados formatos, mas agora como estratégia de proteção. Barreiras físicas em supermercados, protetores faciais, coberturas em máquinas de pagamentos e vedação em pratos de comida, entre muitos outros usos, tornaram o plástico presença cotidiana na crise que estamos vivendo.

Todos os anos, 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos. Cerca de 700 espécies que vivem no mar já foram contaminadas pela poluição e quase todas as aves marinhas ingeriram algum material plástico. Só que agora, a pandemia deu uma trégua à busca obsessiva por eliminá-lo.

Estima-se que, apenas nos Estados Unidos, a produção de uso único aumente entre 250% e 300% em 2020, de acordo com a Associação Internacional de Resíduos Sólidos. O avanço será puxado por produtos de proteção individual, como máscaras, viseiras e luvas

Os plásticos são essenciais para algumas atividades e precisam ser pensados para ter vida útil longa, ou seja, na contramão dos descartáveis. O material não pode ser tratado como vilão, mas as empresas devem oferecer opções mais sustentáveis e os consumidores precisam ter hábitos críticos. No surto, quando o que está em jogo é a vida humana, a avaliação pode ser mais difícil.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em maio houve um aumento de 28% na coleta de resíduos recicláveis, como plástico e papelão, no lixo doméstico. O novo desafio é redescobrir em quais situações o material é bem-vindo e as ocasiões em que será, mais uma vez, empregado de forma excessiva.

Para a ONG Oceana, a pandemia trará a discussão sobre separar a importância para fins sanitários e de saúde daquilo que é evitável. O material vai fazer parte da vida pós-pandemia e o momento reforça a necessidade de redução de produção.

À medida que muitas cidades planejam a reabertura e permitem a reaproximação, o plástico tem sido um aliado.

Um exemplo é o caso de idosos que puderam sentir o conforto de um abraço após o distanciamento social graças à proteção que o material é capaz de proporcionar.

O plástico pode ser nocivo para o planeta, mas a pandemia nos mostra que ele também ajuda a proteger a vida