Instituto Biopesca encerra monitoramento nos ninhos da tartaruga-de-couro

 

Técnicos IBP durante intervenção a um dos ninhos

No ultimo dia 25 de maio, a equipe do Instituto Biopesca fez uma intervenção no ninho da tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) localizado na praia do Satélite, em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, com o objetivo de conferir o estado dos ovos. Como eles estavam podres, foram retirados para análise.

No dia seguinte, 26 de maio, técnicos do Instituto Biopesca constataram que a maré invadiu o terceiro ninho da tartaruga-de-couro no Praião,  também em  Itanhaém, e destruiu a estrutura de proteção que havia em seu entorno. A força da água derrubou a cerca , dois postes e duas placas e removeu grande parte da areia que recobria o local. Antes que ovos fossem levados, a equipe do Instituto Biopesca interviu e os recolheu.

Mais de 100 ovos foram coletados  e verificou-se que não estavam fecuncados, ou seja, sem embriões, assim como ocorreu com os ovos dos outros dois ninhos

Os ovos do primeiro ninho – 103, no total – foram recolhidos pela equipe do IBP em 8 de maio, antes que fossem levados pela forte ressaca que atingiu o local. O Instituto Biopesca decidiu pela intervenção diante da constatação dos ovos do primeiro ninho não terem sido fecundados  e estarem em decomposição. Além disso, o fato da temperatura ambiental estar diminuindo colaborou com a decisão, já que o calor da areia é fundamental para o desenvolvimento dos ovos. A operação foi realizada de forma técnica e com todos os cuidados para não causar nenhum impacto caso os ovos estivessem fecundados.  Após recontagem, foram confirmados 121 ovos.

De acordo com estudos, a eclosão dos ovos pode ocorrer, em média, entre 60 e 90 dias após a data da postura que, nesse ninho, aconteceu em 5 de março. A intervenção não apresenta nenhum tipo de problema para os ovos em boas condições.

A tartaruga-de-couro fez outras duas posturas em outras praias de Itanhaém. A primeira na praia do Suarão, em 19 de fevereiro, e a terceira, em  17 de março, no Praião.  Os ovos do primeiro ninho foram removidos por uma forte ressaca em 8 de maio, 79° dia após a desova e, antes que a água os levasse, foram recolhidos pela equipe do Instituto Biopesca. Todos os 103 ovos recolhidos não estavam fecundados, ou seja, não continham embriões e, na sua grande maioria, já estavam podres.
Nós, da Rádio Ecosystem, acompanhamos todo esse processo, fomos presencialmente aos 3 ninhos em Itanhaém, mantivemos contato com o Instituto Biopesca e torcíamos para que os ovos eclodissem e pelo nascimento das tartaruguinhas, o que, infelizmente, não aconteceu.

ovos da tartaruga-de-couro sendo retirados para análise

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