Praias mudam completamente o visual na pandemia

praia deserta em Itanhaém, SP

Além dos poluentes atmosféricos, outros aspectos puderam ser percebidos mundo afora. No Brasil, por exemplo, as águas das praias cariocas, quase sempre lotadas de banhistas e poluídas, surgiram cristalinas.

Antes das recentes reaberturas, ou seja, no auge da propagação do coronavirus, com muita gente está em casa, a quantidade de lixo recolhida nas praias do Rio de janeiro caiu drasticamente. Dados das empresas de limpeza urbana apontam que eram recolhidas 120 toneladas de detritos das areias de segunda a sexta-feira durante o verão e 341 toneladas nos fins de semana, sendo 146 aos sábados e 195 aos domingos. Entre abril e maio, esses números foram reduzidos para 10 toneladas em toda a orla em dias de semana e 15 toneladas nos fins de semana.

O mesmo ocorreu na Itália, com as águas dos canais de Veneza – sempre com fluxo intenso de gôndolas e de turistas do mundo todo. Já alguns moradores do norte da Índia puderam ver parte da cordilheira de Dhauladhar, no Himalaia, pela primeira vez. Devido ao alto índice de poluição atmosférica no país, o fenômeno não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial.

A menor quantidade de pessoas nas ruas também deu espaço para os animais se aventurarem no ambiente urbano. Em Llandudno, no Reino Unido, várias cabras foram vistas andando pela cidade durante a quarentena. O mesmo aconteceu com animais de Tailândia, Índia e África do Sul.

E por aqui?

Com as praias mais vazias- levando em conta que já estamos em agosto e que a reabertura gradual das atividades vem ocorrendo em todas as regiões- os animais também parecem mais à vontade.

No entorno de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, área importante para a conservação de aves, espécies vulneráveis têm sido flagradas fazendo ninhos.

A poluição provocada pelo turismo de massa é, agora mais do que nunca, comprovadamente uma ameaça à natureza.

Em recente visita ao litoral sul paulista, pudemos comprovar como as praias estão limpas e praticamente vazias, deixando à vontade as aves locais, e o surgimento de conchas das mais variadas espécies.

Brevemente, em outro post, iremos abordar esse assunto que já nos foi solicitado através de e-mails: Conchas encontradas no Brasil e outros países.

Gaivota tranquila observando o mar

 

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